Em I Samuel 28, sobre o relato de Saul e a Médium de En-Dor. O que aconteceu, de fato. A mulher viu Samuel mesmo? Se Samuel estava morto como pode ela ter visto ele? Quem falou com Saul no vs. 15, foi a mulher, um demônio (ou outro espírito) ou Samuel?

De fato, este é um dos textos mais difíceis da Escritura. O debate ainda é caloroso entre estudiosos e eruditos da bíblia. A ortodoxia antiga considerava que o que aconteceu foi, na verdade, uma ilusão, era um espírito enganador. Porém, os comentaristas ortodoxos modernos, quase unanimemente concordam que de modo miraculosos Deus trouxe o próprio Samuel, afirma Moody.

Interpretando tal acontecimento, foi proposto três interpretações: 1) Deus permitiu que Samuel subisse; 2) Um espírito maligno manifestou-se na forma de Samuel; 3) A mulher fez uso de poderes parapsicológicos.

Aqueles que apoiam que foi o próprio Samuel que subiu, usam o argumento da onipotência e soberania divina, afirmando que miraculosamente Deus permitiu Samuel subir e falar a Saul através da pitonisa. Como Macarthur (2010, p. 387) afirma em seu comentário acerca desse texto:

“Deus milagrosamente permitiu que o verdadeiro espírito de Samuel falasse (vs. 16-19). Como ela sabia de sua incapacidade para ressuscitar um morto dessa maneira, soube imediatamente 1) isso devia ter acontecido pelo poder de Deus e 2) que o inquiridor disfarçado devia ser Saul.”

Existem mais argumentos para esta vertente, tal como a profecia sobre a morte Saul e de seus filhos que deveria ter vindo da parte de um profeta, o fato de no versículo cinco afirmar que “Samuel disse a Saul”, afirmando que fora Samuel. Ainda existe um argumento, que para muitos é o mais convincente, que é o acerca da Transfiguração. Meyer (2002, p. 155) apresenta este argumento em termos muito persuasivo:

Não há nenhuma dificuldade no fato de que  tenha havido uma aparição de Samuel porque, como Moisés e Elias tiveram permissão de conversar com o Senhor acerca de sua “partida” que devia ocorrer em Jerusalém, assim Deus podia ter permitido, de forma especial, que o profeta falasse a Saul. Podemos crer que eles conversaram sem a ajuda da médium.

Em seu comentário bíblico, acerca dessa passagem, Moody diz:

Que o espírito de Samuel realmente apareceu era o ponto de vista dos antigos rabis. Isto se comprova pela tradução da LXX em I Cr. 10:13b – “E Samuel, o profeta, respondeu-lhe”; e em Eclesiástico 46:20. O mesmo ponto de vista era defendido por Justino Mártir, Orígenes e Agostinho.

Assim como Moody disse que os ortodoxos modernos tem cada vez mais aderido a essa interpretação, pode-se fazer menção de alguns estudiosos que apoiam tal posicionamento, como John Macarthur, F.B Meyer, William Lasor, David Hubbard, Frederic W. Bush, Matthew Henry e outros.

A interpretação do ponto de vista de poderes parapsicológicos (sobrenaturais), quase não tem força, pois fere inúmeras doutrinas bíblicas.

A interpretação de que foi um espírito maligno (demônio) e não Samuel fora defendida por Tertuliano e Jerônimo. Ainda hoje, muitos ortodoxos defendem veemente esta posição. Um dos maiores exemplos de defensor dessa posição é o grande teólogo Russel Shedd.

Porém, sem apegar-se a opiniões e interpretações, é necessário analisarmos o que o texto fala. Então, buscaremos analisar gramático-historicamente o texto.

Analisando o contexto, percebemos que o SENHOR não respondeu a Saul em nenhuma de suas consultas, terminantemente o SENHOR não o respondera (1Sm 28.6,15). A expressão hebraica que aparece aqui (vs. 6) é ולא ענהו (wᵉlo ‘anahu) mostra o verbo ‘anah (responder) no modo qal e no tempo perfeito (ou completo), ou seja, o verbo aqui é completo e categórico – Deus não respondeu a Saul, não responde nem responderá.

É importante tomarmos nota para a expressão pitonisa (necromante, adivinhadora, médium), que em hebraico é אוב (᾿ôb), que significa alguém que tem um espírito familiar. Na tradução grega do Antigo Testamento, a LXX (Septuaginta), coloca essa palavra como ἐγγαστρίμυθος (engastrimythos) que significa ventríloquo (um de fala diferente), palavra que indica a espécie de pessoa usada por um desses “espíritos”. Então, este termo refere-se claramente àqueles que consultavam espíritos. Este tipo de prática era claramente condenado pela lei, e os israelitas receberam o mandamento de manterem-se longe de tais práticas. É incluída na lista completa das abominações semelhantes em Deuteronômio 18.10,11. Todas estas ocupações lidavam com o oculto.

Dessa forma, é um tanto incoerente vermos que terminantemente Deus não falou e nem falaria com Saul, pois este não foi respondido por várias formas (nem por sonhos, nem por visões, nem por Urim, nem por profetas, v. verso 6), agora falar a Saul por meio do morto Samuel através de uma pitonisa, alguém que Deus mesmo considerara impuro para seu povo.

Quando no versículo treze fala que a pitonisa diz ter visto alguém, nas traduções em português, geralmente diz que ela viu “um deus” subir (com exceção da NVI que traz o termo “um ser”). A expressão hebraica aqui é אלהם (elohim), que possui vários significados dependendo de seu contexto, podendo significar deus, deuses, ser divino, autoridades, líderes, juízes, governantes e anjos. E, muitas vezes, a referência é a Deus mesmo, o Senhor. Outras vezes, este termo é para outros deuses, ídolos (e.g. Êx 20.3; 22.20; 23.13; 23.24; 23.32; 34.17). Aqui, a tradução não pode ser Deus, mas provavelmente deve ser um ser poderoso (indicando desde um líder, até uma potestade).

Devemos levar em consideração, também, o tipo de literatura aqui. E o livro de Samuel, faz par com os livros de Reis e de Crônicas, sendo compilações de histórias da monarquia. E, não se pode dizer quem era o autor (compilador) do livro de Samuel (ainda que o Talmude atribua a o profeta), pois o próprio livro não deixa margem para tal afirmação. No entanto, sendo uma compilação, o livro reúne relatos, perícopes de acontecimentos históricos que foram registrados, principalmente por testemunhas oculares. Essa crônica deve ter sido escrita por uma testemunha ocular: essa testemunha deve ter sido um dos servos reais do rei Saul que o acompanhara até a pitonisa.

Como diz Shedd (1997, p.430):

“Frequentemente, esses servos eram estrangeiros (21.7; 26.6; 2Sm 23.25-39) e quase sempre supersticiosos, crentes no erro (v.7) – razão porque seu estilo é tão convincente. Esta crônica que é parte da história de Israel, pela determinação divina, entrou no Cânon Sagrado. E deve estar lá, como lá estão os discursos dos amigos de Jó (42.7), as afirmações do autor de “debaixo do sol” (Ec 3.19; 5.18; 9.7,9.10, etc.), a fala da mulher de Teca (2Sm 14.2-21), etc. – palavras e conceitos humanos. (Infelizmente, esta Crônica é interpretada por muitos sob o mesmo ponto de vista do servo de Saul). Grifo meu.

De fato, o narrador original dos fatos, falou pelo seu ponto de vista, baseado em suas crenças. E este, pode ter presumido que não era um pseudo-Samuel, mas sim o próprio. Crendo desta forma, este colocara em seu relato que foi Samuel que falou com Saul. O compilador compilou esta história, e a deixou intacta. E isso não é argumento para dizer que a bíblia contem erros. O cronista registrou pela sua perspectiva, assim como Josué registrou o acontecimento do dia parar pela sua própria perspectiva.

Um outro fator interessante para analisarmos é o fato de que o texto apresenta a mulher se assustando não com “Samuel” (como muitos afirma, ao falar do milagre), mas  ao descobrir que era Saul que estava diante dela. Ela está temerosa é por sua vida, pois descobriu que quem está diante dela é Saul, o rei israelita que mandou banir todos os adivinhos e agoureiros do território israelita. Ela está é temendo por sua vida! E como esta descobriu? O narrador diz que ela olhou para o “Samuel”. Levando em consideração o fato de que ela só soube quando teve contato com esse “ser”, e que não sabia como Samuel era, pois não soube dizer a Saul se era Samuel que subia (vs. 13,14), podemos supor que o espírito (ou demônio) falava por intermédio dela, disse a ela quem estava lá.

Ainda mais, o tal Samuel, dá uma profecia muita vaga e imprecisa (v.9), totalmente fora dos padrões de profecia bíblica. Ele diz que Saul morreria no outro dia (se estava referindo-se ao futuro, isso é uma afirmação óbvia, pois todos morrerão no futuro) e que os filhos dele também morreriam junto, quando nem todos os filhos de Saul morreram na ocasião (2Sm 2.7-8).

Esta profecia, contem ainda mais um problema. O tal “Samuel” afirmara que Saul e seus filhos amanhã estariam com ele. A pergunta é: onde este Samuel estava? No mundo dos mortos? Este mundo dos mortos era o Sheol, profundezas, sepultura, lugar de espera para a condenação. Porém, já com a revelação plena da Escritura, no Novo Testamento vemos Jesus ensinando que os fiéis, ao morrerem, vão para o seio de Abraão, ou o Paraíso logo após a morte (Lc 16. 19-31; 23.43), e os infiéis para o Hades (ou Sheol). Então, se Samuel estava no Sheol, os relatos bíblicos acerca dele foram imprecisos, e ele não fora homem de Deus. Mas, se ele estava no seio de Abraão, como poderia Saul, o transgressor das ordens divinas, e suicida (considerando o suicídio algo de não-salvos), ir ter com Samuel?

Mais um fator que pode-se falar, é acerca do Testemunho do livro de Crônicas, que já fora mencionado anteriormente, mas com uma perspectiva interpretativa rabínica. Os antigos rabis interpretaram este texto partindo de que foi o próprio Samuel que apareceu a Saul nessa ocasião. E, este ensinamento era muito difundido, onde a grande maioria dos judeus eram ensinados dessa forma. A LXX (Septuaginta) foi traduzida no período onde estes rabis já dominavam o ensino judaico (entre os séculos III e II a.C). Dessa forma, aqueles que traduziram a LXX foram fortemente influenciados pelo ensino que receberam das Escrituras (por isso alguns consideram a Septuaginta mais como uma comentário do que uma tradução). Assim, como eles acreditavam que no texto se tratava de Samuel, na LXX o texto de I Cr. 10:13b  é traduzido assim: “E Samuel, o profeta, respondeu-lhe”. Porém, no texto hebraico traz da seguinte forma: “Saul morreu porque foi infiel ao Senhor; não guardou a palavra do Senhor e chegou a consultar uma médium em busca de orientação, em vez de consultar o Senhor.” (1 Crônicas 10:13-14 NVI). Então, o texto hebraico, que a Nova Versão Internacional coloca muito bem em português, explica claramente o acontecimento. E, se o autor do livro de Crônicas, que teve seu escrito tido como inspirado e canônico, quem contrariará esta palavra dele?

Ainda assim, pode-se apelar aqui, argumentando acerca do poder de Deus, e fazer um paralelo entre o acontecimento com esta pitonisa e a Transfiguração, objetando que assim como Elias e Moisés puderam, mesmo mortos vir ao mundo dos vivos de modo milagroso, Samuel também pode vir. Porém, é necessário analisarmos o contexto da Transfiguração e do caso da Pitonisa, para não tirarmos conclusões errôneas. No caso da Pitonisa o que aconteceu foi uma seção de necromancia, onde um médium serve de intermediador entre um espírito e um humano, este médium invocava este Espírito e era algo muito sombrio. Jesus estava em uma monte junto com Tiago, João e Pedro, e Ele de maneira nenhuma invoca, mas o texto relata que eles foram transfigurados diante deles. E transfigurar aqui, vem da palavra grega μεταμορφόω (metamorphóo), que significa mudança de forma, além da forma, transfigurado, significando que não foi uma necromancia, mais uma transfiguração daqueles grandes servos. E Jesus não poderia ser um invocador, pois ele é o invocado, ele é o Filho de Deus, e nele consiste toda a vida. A vinda do filho de Deus constituía a chegada do reino de Deus pois Ele era o Rei eterno, o Messias, o Cristo. De forma que quando Jesus começa seu ministério terreno ele diz que é chegado o reino de Deus. E de fato, já começou este reino. Porém, podemos considerá-lo de duas maneiras, o já e o ainda não, ou seja, já começou, já está presente, já está atuante, mais ainda não está consumado. E esta grande consumação é o que esperamos. Essa parte que esperamos é a parte transcendental, a glória. E, um pouco antes dessa transfiguração no capítulo 17 de Mateus, Jesus estava falando sobre o ainda não do reino, sobre sua vinda (Mt 16.26, 27). Então, ainda Em Mt 16.28, logo após falar sobre o reino no aspecto ainda não ele diz: “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino.”. Jesus falou para os discípulos que estavam presente que alguns deles veriam o filho no ainda não, na glória, antes que morressem. Imediatamente, no capítulo 17, começa o relato da transfiguração, e três dos discípulos que estavam presente no relato de Mt  16.26-28 estavam presentes: Pedro Tiago e João. Eles olharam a glória, não só pelo fato de verem suas vestes ficarem brancas e seu rosto como o sol, mas pelo fato de contemplarem a glória do Filho Trinitariamente, onde Deus Pai afirmou: “Este é o meu Filho amado, em que me comprazo; a ele ouvi.” De forma que devemos considerar este acontecimento mais como um tipo de “portal”, ou seja, uma revelação do reino consumado no mundo natural, um prenuncio do ainda não, do que compará-lo com uma seção espírita. Isso é rebaixar o Filho de Deus!

Então, olhando para o texto dessa maneira, é prudente adotar-se a posição de que não fora Samuel que falara com Saul, mas um espírito maligno (um demônio).

Shedd (1997, pgs. 430-431) sistematiza seus argumentos dessa posição de forma muito relevante:

“(…) 1) Argumento Gramatical (6). … o Senhor… não lhe respondeu. O verbo hebraico é completo e categórico. (…) 2) Argumento Exegético (6): Nem por Urim – revelação sacerdotal (ver 14.18); nem por sonhos – revelação pessoal; nem por profetas – revelação inspiracional da parte de Deus – revelação inspiracional da parte de Deus. Fosse Samuel o veículo transmissor, seria o próprio Deus respondendo, pois Samuel não podia falar sem a inspiração. (…) 3) Argumento Ontológico: Deus se identifica como deus dos Vico: de Abraão, de Isaque, de Jacó, etc. (Êx 3.15, Mt 22.32). Nenhum deles perdeu a sua personalidade, integridade, ou superego. Seria Samuel o único a poluir-se, indo contra a natureza do seu ser, contra Deus (6) e contra a doutrina que ele mesmo pregara (15.23), quando em vida nunca o fez? Impossível. 4) Argumento Escatológico: O pecado de Samuel tornar-se-ia mais grave ainda, por ter ele estado no ‘seio de Abraão’ e tendo recebido uma revelação superior e um conhecimento mais exato das coisas encobertas, e, por não tê-las considerado, nem obedecido as ordens de Deus. (…) 5) Argumento Doutrinário: consultar os ‘espíritos familiares’ é condenado na bíblia inteira. (…) 6)Argumento profético (Dt 18.22): as profecias devem ser julgadas (1 Co 14.29). E essas profecias, do pseudo-Samuel, não resistem ao exame. São ambíguas e imprecisas. (…)”

Cristãos bíblicos, devem interpretar a Bíblia pela Bíblia. E, olhando para este texto desta forma, a interpretação que advoga que Samuel verdadeiramente falou, fere toda a Bíblia. Já a interpretação que não fora Samuel, mas um espírito maligno, tem muito mais apoio bíblico, tanto gramatical, como do contexto, da lei, do Novo Testamento e da teologia.

Referências Bibliográficas

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BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo MacArthur. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), 2010.

BÍBLIA, Português. Bíblia Judaica Completa: O Tanakh [AT] e a B’rit Hadashah [NT]. Tradução do original para o inglês por David H. Stern. Tradução do inglês para o português por Rogério Portella, Celso Eronides Fernandes.São Paulo, SP: Editora Vida, 2010.

BÍBLIA. Hebraico. Bíblia Hebraica Stuttgartensia. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), 2009.

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FUTATO, Mark D. Introdução ao Hebraico Bíblico. Traduzido por Susana Klassen. São Paulo, SP: Cultura Cristã, 2010.

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HARRIS, L. Laird; ARHER Jr, Gleason L.; WALTKE K. Bruce. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. R. Laird Harris (orgs.). Traduzido por Márcio Loureiro Redondo, Luis Alberto T. Sayão, Carlos Osvaldo C. Pinto. São Paulo, SP: Vida Nova 1998.

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HOLLADAY, L. William. Léxico Hebraico e Aramaico do Antigo Testamento. São Paulo, SP: Editora Vida Nova, 2010.

LASOR, William S. Lasor; HUBBARD, David A.; BUSH, Frederic W. Introdução ao Antigo Testamento. 2ª edição. São Paulo, SP: Editora Vida Nova, 2002.

MEYER, F.B.. O Comentário Bíblico do AT e NT.

MOODY. COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY.

STRONG, James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), 2002.

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3 Comentários
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Otoniel Oliveira
1 ano atrás

Parabéns pela análise do texto, vejo muitos cristãos defendendo que se trata literalmente de Samuel, penso eu que em razão dessa ser a interpretação mais fácil, porém, uma investigação mais rigorosa como a que você fez, mostra que nunca se tratou de Samuel, concordo plenamente com sua defesa.

Mônica
2 meses atrás

Parabéns ! Maravilhosa colocação ! A Bíblia pela Bíblia 😉

ariane
16 dias atrás

explicação otima