Uma reflexão sobre o pastorado evangélico contrapondo profissão e vocação

O objetivo de artigo é propor uma reflexão sobre o pastorado evangélico face a insistente tendência de se profissionalizar o que é conhecido como “chamado bíblico para o pastorado”. Em um mundo de constantes e drásticas mudanças, algumas influências podem adentrar facilmente no arraial pastoral evangélico criando demandas que não devem ser introduzidas em detrimento as Sagradas Escrituras.

As Sagradas Escrituras dizem que: Se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. A nobreza do episcopado, do pastoreio, não na está relação profissional e seus resultados, mas na vocação e seus frutos. A diferenças podem ser sensíveis ou expressivas; grandes ou pequenas; profundas ou rasas; espirituais ou materiais. O fato é que, diferenças existem.

1.Pastor, profissão ou vocação

Certa ocasião o TRT de Minas, por sua 8ª Turma, negou provimento ao recurso interposto por um pastor evangélico que pretendia a declaração de vínculo empregatício com a congregação à qual servia. Ele alegava que exercia o seu ministério de pastor com todos os requisitos da relação de emprego, pois a prestação desse serviço era pessoal, habitual, subordinada e onerosa, com jornada das 08 às 22 horas, todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos. Disse ainda que saiu do seu antigo emprego e passou a viver exclusivamente da igreja, já que recebia remuneração mensal.

Após a análise dos dados do processo, a Turma concluiu que o reclamante ocupava, de fato, a função de auxiliar de pastor, mas que esse trabalho, embora exercido pessoalmente e de forma não eventual, não enseja a formação de vínculo empregatício, pois faltam aí elementos essenciais para a caracterização da relação descrita no art. 3º da CLT, principalmente a subordinação jurídica.

Para o desembargador, relator do recurso, o trabalho de cunho religioso se destina à assistência espiritual e divulgação da fé, não podendo ser considerado emprego, mas vocação, até porque não há também pagamento de salário, no sentido jurídico do termo. O rendimento mensal recebido pelo autor deve ser visto apenas como uma ajuda de custo (proventos ministeriais) para a subsistência da família, de modo a possibilitar maior dedicação ao ofício religioso. As atividades exercidas pelo pastor não podem ser consideradas como relação de emprego, uma vez que o liame entre a pessoa (reclamante) e sua igreja é vocacional e de natureza religiosa, onde se busca retribuição espiritual e não material. A submissão à doutrina da igreja decorre da fé que professa e não se confunde com a subordinação jurídica do empregado, conforme há muito, inclusive, já pacificado na jurisprudência, no sentido de que não há vínculo empregatício entre pastores e essas entidades – completa. (RO nº 00472-2006-028-03-00-5) TRT 3ª R.[1]

Cardoso (2007) levanta a questão: Pastor; profissão ou vocação? Chamar de profissão o pastorado não é negar-lhe a condição de vocação. Certo juiz brasileiro, como homem de leis, e expressando-se numa cultura tradicional de matriz católico-romana, contrapôs uma à outra, mas numa perspectiva bíblica sabemos que toda a atividade humana necessária à sociedade e merecedora do título de profissão pressupõe uma chamada (vocação) dentro da Ordem da Criação.

Ainda de acordo com o juiz, tão profissional é um médico como um carpinteiro, um polícia como um professor, e cada um deles precisa de ter não apenas formação para o exercício que a profissão requer como um apelo interior para exercer essa profissão. O apelo ou vocação não será a escuta de uma voz exterior, e a entrada numa profissão, principalmente as socialmente menos gratificantes, nem sempre está rodeada de aspectos positivos, mas uma análise aprofundada das diversas situações confirmará a regra. Quem visita hospitais, por exemplo, não terá dificuldade em reconhecer em muitos profissionais (médicos, enfermeiros, serventes) que só uma vocação genuína explica a tranquila entrega que encontramos em alguns desses profissionais da saúde.

Porém, na Bíblia, está exposto, mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo[2]. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens[3]. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo[4].

Para alguns o pastor é um profissional porque exerce uma atividade necessária, pelo menos, para uma boa parte da sociedade. A noção de profissão deixada por Max Weber[5], que a restringe ao domínio da produção, não é suficiente, caso contrário, até aos barbeiros seria recusado o título de profissionais, mas importa reconhecer que sempre que um homem ou uma mulher exerçam uma atividade que a sociedade, ou parte substancial, dela reconhece necessária e é exercida dentro dos valores éticos e morais da mesma sociedade, essa atividade deve ser designada por profissão. E deve esperar-se de um profissional que exerça a sua atividade com profissionalismo, que é o contrário de amadorismo. O pastor-profissional é o que tem formação adequada para a sua atividade, que cumpre as regras escritas ou convencionadas da sua profissão, e não vive como patrão de si próprio, fazendo apenas o que ele próprio quer. Apresenta-se para servir uma comunidade e espera-se que o faça de acordo com as regras dessa comunidade, escritas ou não. A referência a Deus, como autoridade suprema não anula a necessidade de regras na comunidade cristã.

2.Prestador de serviços ou parceiro na missão

Muitas pessoas acham correto o repúdio a encarar o Pastor como um prestador de serviços, diz Cardoso (2007). Para este autor se tivermos de fazer alguma analogia, parece-nos preferível dizer que o pastor é um parceiro daqueles que são chamados a dirigir uma Igreja, falando-se de uma congregação local ou da comunidade a nível nacional.

O pastor partilha da missão que é dada a toda a Igreja. Uma congregação local tem um programa a cumprir (louvar, anunciar o Reino, servir, viver em comunhão) e para esse programa convida um pastor, que saiu do Seminário, deixou um emprego e oferece, efetivamente, a esse homem os meios materiais de se manter e à sua família, é um cooperador e não um funcionário ou um empregado. Nas relações de emprego, a entidade patronal planeia a atividade do seu empregado, e este deve limitar-se a cumprir ordens do empregador. A palavra que uso acima para definir a situação do pastor como cooperador, tem raízes bíblicas, pois era assim que Paulo se referia aos seus companheiros na tarefa de anunciar o Evangelho, tem o mérito de mostrar que o vínculo entre pastor e autoridades representativas da Igreja não é de cima para baixo, mas de companheirismo, não relação vertical, hierárquica e paternalista, mas horizontal e fraterna.[6]

De acordo com a Bíblia, Cristo capacitou espiritualmente certas pessoas para executar melhor os serviços da sua Igreja (seu corpo). Cada dom ministerial tem a sua peculiaridade; o que O levou a diversificar nessa distribuição; Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.

Apesar de serem diversos, os dons vêm de uma mesma pessoa; de uma mesma mente: Cristo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Por isso, as finalidades tinham um propósito uniforme: para que a Igreja fosse comparada a um corpo humano, no que se refere aos seus membros. Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada.

Já foi dito que se uma Igreja (os que foram escolhidos para a dirigir) adotar uma orientação de tipo entidade patronal/funcionário, está a contribuir para a criação de uma mentalidade secularista entre os seus ministros e leigos que não demorará a trazer danos à mesma Igreja. Os próprios ministros perdem o sentido elevado da sua vocação, que subentende uma entrega total à obra de Deus, começam a viver o ministério como o seu ganha pão em lugar da sua vocação e a fixarem-se mais nos benefícios ou malefícios materiais que o ministério lhes traz. Aceitando a ideia de que são simples empregados da Igreja, e não dirigentes dela, cooperadores do Evangelho, os pastores acabam por se limitar ao cumprimento do mínimo que os patrões esperam dele, esquecendo-se que Aquele a Quem servem não aceita ser servido senão com amor. Um ministério pastoral desempenhado assim, sem idealismo nem paixão, não dá alegria nem a quem o desempenha nem a quem o ouve. Dificilmente os jovens mais idealistas das congregações sentirão interesse pelo ministério pastoral se os modelos que tiverem forem os de pastores como simples assalariados das Igrejas.

Os membros do corpo humano são diferentes uns dos outros, e individualmente, um depende do outro; e quando unidos ao corpo, funcionam como um todo, governado por um órgão superior: a cabeça. Esta é a principal analogia neo-testamentária; é a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo a Bíblia, não há hierarquias em relação aos dons espirituais; nem dons mais importantes ou menos importantes; o que levaria as pessoas da igreja (membros) a serem mais importantes que outras. Porém vocês não devem ser chamados Rabis, pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre. E aqui na terra não chamem ninguém de pai porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Vocês não devem ser chamados mestres, porque vocês têm um mestre, o Messias. Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

3.Mentoria pastoral

Já foi possível constatar por quem escreve esse artigo uma triste realidade: ausência do surgimento de novos líderes através do treinamento, discipulado e mentoria. Não há mentores atualmente. O mentor é um líder que orienta, aconselha, ensina ou guia de um modo personalizado e individualizado.  O mentor é alguém que acredita em outra pessoa, discernindo possibilidades além do que essa outra poderia ser capaz de perceber, apoiando-a, nutrindo-a, desafiando-a e alavancando-a para seu pleno potencial dentro dos propósitos de Deus.

Falta líder mais seguro de seu chamado pastoral por Deus, pois muitos líderes não são mentores formadores, ou porque estão muito ocupados, ou porque se sentem ameaçados e não querem perder os seus bons salários pastorais de suas igrejas, como também os seus rendimentos ou vantagens nas funções.

4.Motivação para o ministério

Seminaristas sentem-se motivados a saírem do seminário tendo em vista os bons ganhos, visam seus salários em primeiro lugar. Este tem sido o apelo do momento: ser pastor de uma igreja que pague bem e não tenha sérios problemas com relação à construção para a ampliação de seu templo e formação de líderes. Iniciar um novo trabalho? Nem pensar. Conhecer a missão integral da igreja não é uma de suas prioridades, mas sim orar e discursar bem e fazer o povo rir e se divertir, promovendo acampamentos, eventos de crescimento de número de membros e ativismo social. Muito semelhante ao trabalho de um profissional de marketing.

5.Ministério pastoral sem reflexão

Reconhecendo a incapacidade da razão para resolver todos os problemas humanos, as pessoas que aderem ao novo modo de ser pós-moderno preferem levar a vida a partir dos sentimentos e desejos, e não da reflexão ou, em linguagem bíblica, do discernimento. Sentir é mais importante do que saber, pois sentir-se bem é o que realmente importa para o indivíduo. Essa ausência de reflexão é a consequência da negação das utopias, de paraíso aqui na terra. Se não há nada adiante de nós, se já alcançamos a forma mais evoluída possível de organização social, econômica e política, para que refletirmos criticamente sobre a realidade? Basta apenas viver a vida. Para que pensar, se os governantes não irão se esforçar para a vida melhorar? Para que pensar, se o mercado “livre” é capaz de organizar a atividade das pessoas? Para que pensar em distribuir oportunidades e disciplina?

Como consequência do irracionalismo dos pastores, nossos cultos têm cada vez menos conteúdo e cada vez mais emoção. Cada vez menos, a Palavra de Deus, e cada vez mais, desejos e sonhos humanos, cada vez mais, procuramos agradar menos a Deus, e cada vez mais, mais procuramos agradar mais a nós mesmos, pois afinal de contas, “o culto não é para nós nos sentirmos bem, pensar por que?”

Muitos pastores já abandonaram o sermão que enfatiza o pecado e suas consequências, mas aderiam às mensagens de auto ajuda e de prosperidade do “aqui e agora”. Não só isto, porquanto podemos sentir juntos muitas emoções no culto, mas não estreitamos os nossos vínculos de afeto e irmandade. Os pastores atuais, em sua maioria, pregam o que os seus ouvintes querem ou desejam ouvir. O constrangimento que uma mensagem pode gerar, muitas vezes é tratada como inadequada. Juntemos a isso, dois aspectos. De um lado, o pregador ou líder cristão que, muitas vezes, se julga um produto acabado e perfeito, e que, devido a isso, não reflete, não se atualiza e se esconde atrás de uma aura de suficiência. Segue produzindo semelhantes.

Neste mundo de constantes mudanças, os elementos geradores de hábitos são as novelas, os filmes, as séries, as mídias, a cultura social, a literatura e a música. Para muitas pessoas, a teologia, a filosofia e as ciências sociais implicam perda de tempo. Não há reflexão. Não se prega o Evangelho no vazio. Prega-se dentro de um contexto social, é obvio. Por isso a reflexão é necessária, pois algumas perguntas podem ser respondidas: Como é o mundo para o qual pregamos? Como as pessoas pensam? Qual a melhor maneira de transmitir a mensagem do Evangelho?

6.O que dizem alguns autores sobre o pastorado

Richard Baxter: O primeiro e principal ponto que submeto à sua apreciação é que constitui um inquestionável dever de todos os ministros da Igreja catequizar e ensinar pessoalmente todos os que são entregues aos seus cuidados. Portanto, rogo a todos os fiéis ministros de Cristo que, imediata e efetivamente, ponham em execução tal ministério. Rogo isso porque confesso e sei por experiencia que esse trabalho efetuará um reforma e um avivamento da fé, pela graça de Deus[7].

Jeren Rowel: O modelo popular de liderança que assemelharia um pastor a um diretor executivo de uma grande empresa, simplesmente não aguenta a carga quando a questão é o que a Bíblia diz a respeito do trabalho essencial de um pastor[8].

Peter White: A principal tarefa no pastoreado é pastorear. A principal ação no cuidado do rebanho é alimentá-lo com ensino cristão escriturístico e sadio. Não somente isto; devemos esperar que sempre haverão falsos mestres aos redor, querendo empurrar suas mercadorias pelos mais variados motivos[9].

Antonio Carlos Barro: O pastor que experimentou o amor de Deus em sua vida e que genuinamente recebeu a graça e a misericórdia de Deus não pode ter em seu ministério outra atitude que não seja a de espelhar a vida de Cristo aos outros. Esta dimensão não pode ser perdida no meio de tantas atividades administrativas e eclesiásticas[10].

Gregório Magno: É preciso admoestar de modo diferente aqueles que não compreendem corretamente os textos da lei santa e aqueles que a compreendem corretamente, mas não a anunciam humildemente[11].

Ted Christman: Não preciso convencê-lo de que para ter um coração segundo o coração de Deus é preciso, entre outras coisas, ter um coração de amor. A implicações de não ter um coração de amor são mais que óbvias. Uma vez que os pastores são dádivas para a igreja (Ef 4.11), é igualmente impensável que Ele colocaria como pastores aquele que não amam suas ovelhas. O mesmo Salvador que amou os seus até o fim (Jo13.1), implanta uma porção de seu DNA espiritual no coração de cada verdadeiro pastor[12].

Alonso Gonçalves e Natanael Gabriel da Silva: A pastoral urbana olha para Jesus como modelo de práxis. Para tanto é preciso saber ler a conjuntura contemporânea procurando ler os sinais do tempo a fim de contribuir[13].

David Fisher: O ser humano sofrer e torna-se pastor dói intensamente, pois carregamos o peso das vidas e do destino eterno das pessoas. Uma vez que, seguimos Àquele que nos chamou para carregar uma cruz, não deveríamos esperar nada diferente[14].

Eugene Peterson: Nas tarefas, lidamos com realidades visíveis e, nas profissões, com as invisíveis. O marceneiro, por exemplo, tem obrigações que dizem respeito à madeira em si, à superfície do material e o trata com respeito. O trabalho dele envolve muito mais do que agradar aos clientes, abrange o que poderia ser chamado de integridade do material. Nas profissões,  a integridade tem a ver com o invisível: para os médicos, é a saúde (e não apenas fazer as pessoas se sentirem bem); para os advogados, a justiça (e não ajudar as pessoas a encontrarem seu caminho); para os professores, o aprendizado (e não encher a cabeça dos alunos com informações resumidas para as provas). E, para os pastores, a integridade tem a ver com Deus (e não com aliviar a ansiedade, confortar e nem com dirigir uma empresa religiosa)[15].

James E. Carter e Joe E. Trull: Não há dúvida que o ministro do evangelho de Jesus Cristo é separado e enviando por Deus para cumprir uma missão. O ministério é vocatio, um chamado de Deus[16].

John Piper: Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos no nosso rastro. (…) Pois não existe a versão profissional do “torna-se como criança” (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1). Decididamente, não fazemos parte de um grupo social com os mesmos objetivos dos outros profissionais.  Os nossos alvos são um escândalo, são loucura (1Co 1.23). (…) A profissionalização do ministério é uma constante ameaça à ofensa o evangelho. É uma ameaça à natureza profundamente espiritual do nosso trabalho. (…) O mundo estabelece a agenda do homem profissional; Deus estabelece a agenda do homem espiritual[17].

7.Considerações Finais

O pastor deve se conscientizar, e se mobilizar, para que seja resgatado o princípio bíblico da vocação, do dom de Deus para o ministério de apascentar as ovelhas do rebanho baseados essencialmente no temor do Senhor. O pastor deve fundamentar seu trabalho nos estudos na Palavra de Deus,  ressaltando a razão e a verdade “absolutas” contidas nela, pois assim ela nos diz: Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho[18].

Se há um chamado ou uma vocação, um dom ou uma separação para o ministério, é necessário também haver compromisso com o reino de Deus até o fim. Para que o mundo siga seu curso, para que haja recursos do mais diversos, para que as invenções e criações não parem, para que os nossos direitos e deveres não cessem, levantar-se-ão homens e mulheres com outras ocupações, outros ofícios e profissões,  porquanto o trabalho pastoral deverá ser exercido na igreja, pastoreando – com dedicação, seriedade e, acima de tudo, fidelidade e temor ao Senhor – o rebanho de Cristo.

Pastores, não somos profissionais; somos servos. E, isso é um grande privilégio.

Bibliografia

BARRO, Antonio Carlos. O Pastor Urbano, 2008. Descoberta Editora

BAXTER, Richard. O Pastor Aprovado, 2013. Publicações Evangélicas Selecionadas

BIBLIA SAGRADA, Nova Versão Internacional

CARTER, James E. / TRULL, Joe E. Ética Cristã, 2010. Vida Nova

CARDOSO. Pastorado e vocação. Disponível: http//www.estudosbiblicos.com/pastor-MC.html

COELHO, Camilo. Pastorado com vínculo laboral. Disponível em: http://www.estudos-bilbicos.com/pastor-profissao.html

CHRISTMAN, Ted. Amado Timóteo – Uma coletânea de Cartas ao Pastor , 2005.  Editora Fiel

FISHER, David. O Pastor de Século 21, 1999. Editora Vida

GONÇALVES, Alonso e DA SILVA, Natanael Gabriel. Pastoreio e Compaixão, 2013. Fonte Editorial

ROWEL, Jeren. O que um pastor deve fazer, 2008. CPAD

MAGNO, Gregório. Regra Pastoral, 2010. Editora Paulus

PETERSON, Eugene. Um pastor segundo o coração de Deus, 2000. Textus.

PIPER, John. Irmãos, nós não somos profissionais, 2009. Shedd Publicações

WHITE, Peter.  O Pastor Mestre, 2003. Editora Cultura Cristã


[1] COELHO, Camilo. Pastorado com vínculo laboral. Disponível em: http://www.estudos-bilbicos.com/pastor-profissao.html

[2] Epístola do Apostolo Paulo aos Efésios 4.7, Bíblia Sagrada

[3] Epístola do Apostolo Paulo aos Efésios 4.8. Bíblia Sagrada

[4] Epístola do Apostolo Paulo aos Efésios 4.11-15. Bíblia Sagrada

[5] WEBER, Karl Emil Maximilian (1864 – 1920) sociólogo, jurista e economista alemão

[6] CARDOSO. Pastorado e vocação. Disponível: http//www.estudosbiblicos.com/pastor-MC.html

[7] BAXTER, Richard. O Pastor Aprovado, 2013. Publicações Evangélicas Selecionadas

[8] ROWEL, Jeren. O que um pastor deve fazer, 2008. CPAD

[9] WHITE, Peter.  O Pastor Mestre, 2003. Editora Cultura Cristã

[10] BARRO, Antonio Carlos. O Pastor Urbano, 2008. Descoberta Editora

[11] MAGNO, Gregório. Regra Pastoral, 2010. Editora Paulus

[12] CHRISTMAN, Ted. Amado Timóteo – Uma coletânea de Cartas ao Pastor , 2005.  Editora Fiel

[13] GONÇALVES, Alonso e DA SILVA, Natanael Gabriel. Pastoreio e Compaixão, 2013. Fonte Editorial

[14] FISHER, David. O Pastor de Século 21, 1999. Editora Vida

[15] PETERSON, Eugene. Um pastor segundo o coração de Deus, 2000. Textus.

[16] CARTER, James E. / TRULL, Joe E. Ética Cristã, 2010. Vida Nova

[17] PIPER, John. Irmãos, nós não somos profissionais, 2009. Shedd Publicações

[18] 1 Epistola do Apostolo Pedro 5.2-3. Bíblia Sagrada.

Sandro Pereira
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